Excesso de ultraprocessados pode prejudicar a fertilidade masculina?
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Um estudo publicado em 2025 na Cell Metabolism acompanhou homens jovens que seguiram, por três semanas, uma dieta rica em ultraprocessados e também uma dieta com alimentos menos processados, em um desenho controlado.
Mesmo quando os pesquisadores controlaram a quantidade de calorias, a dieta rica em ultraprocessados provocou mudanças na gordura corporal, no colesterol e em hormônios ligados à função reprodutiva. Alguns parâmetros do sêmen, como a motilidade dos espermatozoides, também apresentaram piora ou tendência de piora.
Isso não prova que comer um biscoito ou tomar refrigerante ocasionalmente cause infertilidade. O ponto é a frequência. O possível problema aparece quando ultraprocessados viram a base da dieta.
Outro estudo, publicado em 2024, analisou 200 homens saudáveis. Quem consumia mais ultraprocessados apresentou menor concentração, contagem total e motilidade dos espermatozoides. Como foi um estudo observacional, ele mostra associação, não causa direta.
Uma explicação possível envolve a qualidade geral da dieta. Ultraprocessados costumam concentrar açúcar, gorduras de pior qualidade e sódio, enquanto oferecem menos fibras e micronutrientes antioxidantes. Ainda existem dúvidas sobre quanto o processamento, os aditivos e substâncias vindas das embalagens influenciam esses resultados.
Para quem treina e pensa em saúde masculina, a orientação mais razoável é manter arroz, feijão, ovos, carnes, peixes, frutas, legumes, verduras, castanhas e outros alimentos pouco processados como base da alimentação. Ultraprocessado pode aparecer, mas não precisa ocupar a maior parte da dieta.
Fontes:
Preston JM et al. Effect of ultra-processed food consumption on male reproductive and metabolic health. Cell Metabolism, 2025.
Valle-Hita C et al. Ultra-processed food consumption and semen quality parameters in the Led-Fertyl study. Human Reproduction Open, 2024.
Um estudo publicado em 2025 na Cell Metabolism acompanhou homens jovens que seguiram, por três semanas, uma dieta rica em ultraprocessados e também uma dieta com alimentos menos processados, em um desenho controlado.
Mesmo quando os pesquisadores controlaram a quantidade de calorias, a dieta rica em ultraprocessados provocou mudanças na gordura corporal, no colesterol e em hormônios ligados à função reprodutiva. Alguns parâmetros do sêmen, como a motilidade dos espermatozoides, também apresentaram piora ou tendência de piora.
Isso não prova que comer um biscoito ou tomar refrigerante ocasionalmente cause infertilidade. O ponto é a frequência. O possível problema aparece quando ultraprocessados viram a base da dieta.
Outro estudo, publicado em 2024, analisou 200 homens saudáveis. Quem consumia mais ultraprocessados apresentou menor concentração, contagem total e motilidade dos espermatozoides. Como foi um estudo observacional, ele mostra associação, não causa direta.
Uma explicação possível envolve a qualidade geral da dieta. Ultraprocessados costumam concentrar açúcar, gorduras de pior qualidade e sódio, enquanto oferecem menos fibras e micronutrientes antioxidantes. Ainda existem dúvidas sobre quanto o processamento, os aditivos e substâncias vindas das embalagens influenciam esses resultados.
Para quem treina e pensa em saúde masculina, a orientação mais razoável é manter arroz, feijão, ovos, carnes, peixes, frutas, legumes, verduras, castanhas e outros alimentos pouco processados como base da alimentação. Ultraprocessado pode aparecer, mas não precisa ocupar a maior parte da dieta.
Fontes:
Preston JM et al. Effect of ultra-processed food consumption on male reproductive and metabolic health. Cell Metabolism, 2025.
Valle-Hita C et al. Ultra-processed food consumption and semen quality parameters in the Led-Fertyl study. Human Reproduction Open, 2024.





